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Linha de Frente: Elaine

Linha de Frente: Elaine
3 de October de 2018

Linha de Frente: Elaine

Quer saber mais sobre o projeto social Vila em Progresso, que está atuando dentro da Comunidade da Vila Progresso, na Zona Leste de São Paulo? Então confira nossa mais nova série de postagens, a série Linha de Frente.

Este é o primeiro post da série e a intenção desse tipo de publicação é apresentar os voluntários que fazem o projeto acontecer. A cada postagem você conhecerá um novo personagem: sua história, funções no projeto e visão de futuro.

Hoje conheceremos um pouco mais sobre um dos voluntários do Projeto Vila em Progresso. Conheceremos um pouco mais sobre a trajetória da Elaine e como ela entrou para o projeto, sobre sua história e sobre a história do projeto. Durante a entrevista ela contou vários planos para o futuro do projeto.

Elaine tem 49 anos, é mãe solteira, mora na Vila e tem um filho de 11 anos que está no projeto também. Entrou no projeto quando teve o projeto no natal, que visa entregar presentes para as crianças da Vila Progresso. seu filho ganhou a roupa completa de presente de natal que foi dado pelo projeto, através de uma Ação da Ong parceira MAESP. Quando entrou no projeto como voluntária, Elaine era desempregada, mas agora ela trabalha como faxineira e é voluntária nos fins de semana. Sua função é recepcionar e acolher os alunos e voluntários. Ela garante que tudo ocorra bem, deixando a sala em ordem, ajudando na hora da refeição e até buscando novos voluntários do projeto no ponto de ônibus ou na entrada da comunidade.

Elaine conta que o projeto começou quando percebeu-se uma necessidade de tirar as crianças da rua, já que as creches muitas vezes não tem vagas. Muitas famílias acabam colocando as crianças no projeto para tirarem elas da rua e assim elas aprendem brincando. Durante a entrevista eu notei a animação das crianças em aprender e a tristeza ao acabar a aula.

A Elaine considera o projeto algo que ajuda as crianças e até a ela mesma, ela aprende algo e a crianças também, é uma troca de aprendizado. Quando ela foi perguntada sobre a importância do projeto na vila ela respondeu “Aqui nós não temos nada, mas dentro do projeto as crianças aprendem algo para a vida”.

Entrevistadora: Qual é a sua história?

Elaine: Eu sou mãe solteira, moro aqui na vila, tenho um filho de 11 anos, quando eu entrei no projeto eu estava desempregada, agora eu já trabalho, sou faxineira trabalho de segunda a sexta, no sábado eu trabalho voluntariamente no projeto. Meu filho está dentro do projeto, inclusive ele está aqui, meu sobrinho também. Eu adoro me dedicar as crianças daqui. Mas aqui as crianças gostam de aprender e gostam de dar também, a partir do momento que você cria um vínculo com eles, eles te tratam muito bem. Eles te chamam pelo nome, é uma ligação muito legal, eles se preocupam contigo, quando alguém falta eles perguntam “e o tio Fábio”. Estamos promovendo os passeios e fazemos um passeio por mês.

Entrevistadora: Por que você acha o projeto Vila em Progresso importante?

Elaine: Porque aqui a gente não tem nada, não tem ninguém que se preocupa com essas crianças, como por exemplo temos um aluno, ele se chama Ruan, ele tem 13 anos e não estuda, mas ele está aprendendo a ler e a escrever aqui, estar com eles e fazer essas coisas é importante para nós porque as crianças estão aqui, eles não estão nas ruas fazendo coisas erradas, não estão usando drogas. A partir do momento que você abre a porta, eles ficam animados para aprender.

Entrevistadora: Como você acha que o projeto colabora na comunidade?

Elaine: Eles tem projetos para dar presentes no natal, tem crianças que não tem condições de ganhar presentes, os pais não trabalham e o projeto deu roupas e brinquedos para essas crianças sem condição, no ano passado eu estava desempregada, eu não tinha dinheiro para comprar roupa para o meu filho, o projeto deu a roupa, brinquedo, tênis para ele e ele passou o natal com aquela roupa, é muito gratificante ver o seu filho feliz e é isso que o projeto está proporcionando para essas crianças, não só ganhar presentes, mas também o aprendizado.

Texto por: Mariana Louzeiro Munhoz

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